sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tic Tac Tic Tac

Quando o tempo vem a calhar, para justificar perdas e danos, subestimamos a vida e julgamos que ainda dará tempo de fazer mais um pouquinho.
Muitas vezes temos esse tempo sim, mas nem sempre é assim.
De qualquer forma, temos que estar atentos as oportunidades da caminhada, para pelo menos tentarmos chegar bem próximo do que imaginamos ser a perfeição - o amor mútuo se transformando em amor próprio e amor coletivo!
Eu me amo, ele me ama, ele se ama, nós nos amamos, nós amamos a vida.
Estou feliz por perceber que ainda tenho a eternidade para ser o que for necessário ser para me tornar estrela, nuvem, água e cheiro. E ser parte de mim e ser parte de todos.
Quando chegamos aqui, chegamos devagar, com os instintos bem aguçados, um tanto quanto animaizinhos de estimação, mas somos humanizados pelo colo materno, pelo olhar paterno e pelas mãos dos irmãozinhos presentes na caminhada. Nos tornamos seres humanos, civilizados, dentro de roupas, com tecnologia e poluição. Nos esquecemos da essência, prevalecemos a incoerência de nos acharmos meras bactérias, células, DNA. Somos além disso. Somos tudo isso e mais alma, mais sentimentos, mais sensações e premunições. Somos intuitivos e donos de nossas escolhas, somos únicos e somos parte de um todo enorme.
E andamos descalços sobre brasas, e insistimos em andar.
Um dia, na oportunidade de se enxergar o que há além da couraça urbana, onde enxergamos pra dentro de nós, percebemos que o mundo é muito além de poluição e céu. Somos nós, energia, sensações, movidos por uma fé - seja que um dia viveremos além disso, ou com a cereteza que um dia morreremos.
Deixa sua consciência, pelo menos. O seu pensamento plantado no coração de alguém. Ou leve o que há de melhor a se aprender nessa escola: Sua luz própria. Ou as duas coisas.
E o meu maior presente: enxergar a mim mesma e tudo o que está ao meu redor, com a ótica de que tudo está em seu lugar no seu devido tempo. É preciso valorizar.

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