O que penso alcançar?
De repente estou parada, flutuando num mar de opções, paro, olho, olho, mas olho tanto que me hipnotizo...
Mas que hipnose sacana, que me prende, me fixa e me prende numa bolha de sedução que não saio e nem entro, fico ali, paralisada.
E o que eu quero, afinal de contas? Eu quero o prazer dos passos adiante, das novas descobertas. Quero a baixeza dos sentimentos mais egoístas, mais cheios de egocentrismo e prepotência. Quero um momento meu, cheio de prestígio e algo cheio de recheio, bem farto.
Quero subir no salto, quero sambar no sangue, quero rir da cara!!!
Mas quanto pesar por um prazer.
Reavaliando: Quero a paz de espírito, quer a introspecção, quero a meditação.
Quero encontrar o caminho, mas misturo covardia e coragem, quando acho que vou, travo. E quando vou, fecho os olhos.
Cadê a força? O passo adiante foi um passo ou teve um empurrãozinho escondido?
Duvido de minha própria capacidade, subestimo minhas idéias, pois acho que são todas copiadas de uma mensagem subliminar das situações.
Eu penso, todo mundo pensa.
Que mensagem mais quadrada.
Que coisa mais sem fé, sem pé e nem cabeça.
Nada mastigado, meio entalado, quase uma azia.
Existem dias bons, existem dias ruins. Existe o dia que chega todo dia e nos obriga a levantar da cama. E existe o dia que nunca chega.
Existe a minha mente gritando pela busca e pela realização, existe aquela parte que pede: Fique bem aí quietinha. E existe aquela que ainda se conforma.
Existe em mim um choro afogado, algo insuportável. Existe também a vontade de dar um safanão, e uma voadora no meio do peito desse ser sem graça que insiste em me paralisar.
Daqui a pouco eu me revolto e resolvo isso, ou bagunço de uma vez por toda, porque enfezada eu já estou! Humpf!





