quarta-feira, 27 de maio de 2009

What a shame! (Que vergonha!)

Onde penso chegar?

O que penso alcançar?

De repente estou parada, flutuando num mar de opções, paro, olho, olho, mas olho tanto que me hipnotizo...

Mas que hipnose sacana, que me prende, me fixa e me prende numa bolha de sedução que não saio e nem entro, fico ali, paralisada.

E o que eu quero, afinal de contas? Eu quero o prazer dos passos adiante, das novas descobertas. Quero a baixeza dos sentimentos mais egoístas, mais cheios de egocentrismo e prepotência. Quero um momento meu, cheio de prestígio e algo cheio de recheio, bem farto.
Quero subir no salto, quero sambar no sangue, quero rir da cara!!!
Mas quanto pesar por um prazer.

Reavaliando: Quero a paz de espírito, quer a introspecção, quero a meditação.

Quero encontrar o caminho, mas misturo covardia e coragem, quando acho que vou, travo. E quando vou, fecho os olhos.

Cadê a força? O passo adiante foi um passo ou teve um empurrãozinho escondido?
Duvido de minha própria capacidade, subestimo minhas idéias, pois acho que são todas copiadas de uma mensagem subliminar das situações.

Eu penso, todo mundo pensa.

Que mensagem mais quadrada.

Que coisa mais sem fé, sem pé e nem cabeça.

Nada mastigado, meio entalado, quase uma azia.

Existem dias bons, existem dias ruins. Existe o dia que chega todo dia e nos obriga a levantar da cama. E existe o dia que nunca chega.

Existe a minha mente gritando pela busca e pela realização, existe aquela parte que pede: Fique bem aí quietinha. E existe aquela que ainda se conforma.

Existe em mim um choro afogado, algo insuportável. Existe também a vontade de dar um safanão, e uma voadora no meio do peito desse ser sem graça que insiste em me paralisar.

Daqui a pouco eu me revolto e resolvo isso, ou bagunço de uma vez por toda, porque enfezada eu já estou! Humpf!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Espelho Onde Tudo Se Reflete

Olhar ao nosso redor e perceber o quanto temos é algo imprescindível no nosso dia a dia. Deveria ser religioso acordar, e se lembrar que tem a cama quentinha, o relógio que desperta, o chinelo que não deixa o pé quentinho da cama pisar no chão gelado.
São coisas pequeninhas, que ao longo do dia, fazem um efeito enorme no nosso coração, pois nos lembra do que temos e nos impede, pobres carnais, de desejar o conforto alheio.
Vc pode não ter o carro zero, pode não ter a mansão com piscina, mas tem a caneca favorita de beber seu chocolate quentinho e seu travesseiro fofinho que te afaga quando está cansado.
Com o coração voltado pro agora, pra realizações pequenas e imediatas, a mente tem tempo de maquinar o que de melhor tem a nos acontecer para que essas sensações simplesmente melhorem.
E a nossa fé serve de planejamento estratégico para que os nossos caminhos comecem a rumar na direção de tudo o que "há de bom que possa acontecer".
Então, na hora em que fizer suas pequenas coisas de rotina, se olhe, e olhe o que vc tem. Tudo ao seu redor é seu. E te proporciona conforto, segurança e a certeza de que aquilo ali te pertence.
Sendo dono de suas coisas, vc é dono de todas as outras que desejará, sem precisar querer o do outro.
Não é conformismo, é estratégia positiva de autoafirmação.
Sinta o agora.
Olhar-se e querer-se é uma grande oportunidade de olhar e querer tudo o que deseja.

sábado, 9 de maio de 2009

SELFISH Oração

Eu sou especial.
Eu sou tão especial, que fui concebida num momento de euforia carnal e foi preciso um orgasmo no tempo certo de uma ovulaçao, para que eu surgisse.
Eu sou tão especial, que quando eu nasci, minha mãe e meu pai choraram.
Eu sou tão especial, que todo mundo quis me ver, e sorriam sempre para mim, com muitos elogios e tal.
Eu sou tão especial, que fui pra escola, aprendi a pintar, a escrever o abc, e li.
Eu fazia ditado, conta de multiplicar e aprendi a tabuada.
Mas eu sou tão especial, que fiz o primário, o ginásio e o segundo grau e criei amigos pra vida toda.
Eu sou tão especial, mas tão especial, que entrei pra faculdade, me formei, fiz mestrado.
Sou tão especial, que me apaixonei mais de uma vez, escutava musica lenta pra lembrar do ex e tinha dor de cotovelo...
Eu sou tão especial, que me casei, e agora planejo um futuro cheio de filhos.
E o melhor de tudo é saber que eu sou tão ordinária, com uma vida tão comum, mas sei que sou especial.
Como cada um, cada ser em sua essencia o é.

Ninguém acredita, as vezes nem eu, mas a verdade é que, uma vez que surgimos na Terra, ou melhor, nascemos, nos tornamos cada vez mais especiais.

E o brilho do ESPECIAL, EXCLUSIVO, ÚNICO só existe porque respiramos e vivemos - simples assim.

Tem gente que entende o que eu digo claramente, tem gente que pressente e aqueles que acham que sabem...

Todos nós somos especiais.
Faça desse texto sua oração diária e tudo melhorará em sua vida.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Bolo Assando

É muito estranho perceber as relações entre os nossos sentimentos e os acontecimentos do mundo ao nosso redor.
É muito estranho achar que somos conhecedores do tempo, e imaginar que as mudanças nas nossas vidas acontecem em slowmotion, ou no mínimo no tempo em que um bolo leva pra assar, porém escalonado para o tempo da vida real...

Dá vontade de rir disso, aliás, eu rio muito, porque chega a ser engraçado.
Hoje eu entendo o porque eu sempre tinha uma grande angústia quando eu fazia determinados movimentos egoístas. Quanto mais eu me tornava egoísta, mais eu me sentia angustiada, mais eu pensava em eu mesma.

Era cíclico. Quando na verdade, essa angústia me sinalizava que era para eu me me abrisse e enxergasse o mundo fora de minha bolha.
Com isso, vem uma série de conturbados sentimentos, que na tentativa de ajeitar esse sentimento, eu me aproximava muito mais das coisas, as realizava por orgulho próprio, enquanto eu deveria fazer o movimento inverso.

Muitas vezes. Suscetivas vezes.

Fiquei perto de pessoas das quais deveria me afastar.

Me afastei de pessoas das quais deveria estar perto.

Gastei com o que não deveria gastar. E apliquei o inverso tbm.
E havia percebido que eu estava fazendo isso, e fiquei correndo atrás do meu elo perdido. E no dia em que desisti, assim, sem mais nem menos - pensando no bolo assando - na minha frente um balde de água fria, fria não, morninha - nem me assustou - me mostrou que a vida muda - "life´s changing" e assim, com olhar de horizonte, sem orgasmo, sem gargalhada. Só acontece.

Grande sutileza.
Me encontrei pensando nos outros, num modo do mundo se tornar melhor, com o que tenho a oferecer - apenar o meu amor. De repente, além de meu amor próprio - deixando de ser egoísta - eu vi que tinha um grande potencial para amar o outro e sair distribuindo o meu amor para quem quisesse receber. E assim, só dessa forma, nesse movimento fantástico, minha vida começou e continuou a mudar.
O bolo assa, a vida passa. O bolo é gostoso. Com amor, a vida também é.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ventania

Estou me sentindo no meio de uma espiral. Um tornado de sensações.
Um monte de informações, o dinheiro curto, meus sonhos, a intuição sobre um grande futuro onde eu deixo acontecer, uma mãe contida, mas que me proteje e me pede: Pelo amor de Deus se abra e aceite cuidar de sua energia...
Eu vejo a luz associada a santidade e ao mesmo tempo vejo a luz como a pureza indistinta, de tudo misturado, o sangue, o desejo, a carne; o espírito a luz e o caminho. Tudo em harmonia, em entendimento.
A carne pesa e o corpo traduz a culpa que sinto e não admito.
Devo deixar rolar, mas quero o controle. Não tenho a fé em mim, mas desconfio que pode dar certo sim... E me frustro muito. Muito mesmo. Muitas vezes entendo o papel do outro, mas vejo o quanto não há freios e o quanto isso me machuca... Um aprendizado doloroso, onde perco o desejo (que acho um pecado!) e dou lugar a mágoa e ao rancor.
Mas em cima disso, reflito. Quero ler, quero escrever, quero me dar. Mas nem todo mundo me quer. Ah, vai. Ainda vão querer muito. E eu vou sentir uma enorme felicidade. Nada de orgulho ou luxuria, mas só coisa boa. Coisa de alquimista, com química no coração. Eu sei que tenho... Enquanto isso luto arduamente e conscientemente para não me paralisar. Tenho muita vontade não vou parar.

Vou tentando ser vento, ser terra, ser água, ser turbilhão.
Tento varrer coisas de minha vida, tento fixá-las, e vivo nessa ambigüidade paradoxal que nem me leva e nem me traz. Talvez essa seja a paralização que não enxergo que esteja acontecendo claramente nas minhas faltas nas escolhas que tenho que fazer.

Mas quantas possibilidades existem!

Mas quantas possibilidades existem?

E vai, e vem, e fica, e sai e entra de novo.

Quanto fervor e quanta frieza.

E vou seguindo nessa estrada, com um rumo meio sem luz no final do túnel. Sorte minha, que ainda me resta meu halo, minha luz.

Quando reluz, me ilumina e me guia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tic Tac Tic Tac

Quando o tempo vem a calhar, para justificar perdas e danos, subestimamos a vida e julgamos que ainda dará tempo de fazer mais um pouquinho.
Muitas vezes temos esse tempo sim, mas nem sempre é assim.
De qualquer forma, temos que estar atentos as oportunidades da caminhada, para pelo menos tentarmos chegar bem próximo do que imaginamos ser a perfeição - o amor mútuo se transformando em amor próprio e amor coletivo!
Eu me amo, ele me ama, ele se ama, nós nos amamos, nós amamos a vida.
Estou feliz por perceber que ainda tenho a eternidade para ser o que for necessário ser para me tornar estrela, nuvem, água e cheiro. E ser parte de mim e ser parte de todos.
Quando chegamos aqui, chegamos devagar, com os instintos bem aguçados, um tanto quanto animaizinhos de estimação, mas somos humanizados pelo colo materno, pelo olhar paterno e pelas mãos dos irmãozinhos presentes na caminhada. Nos tornamos seres humanos, civilizados, dentro de roupas, com tecnologia e poluição. Nos esquecemos da essência, prevalecemos a incoerência de nos acharmos meras bactérias, células, DNA. Somos além disso. Somos tudo isso e mais alma, mais sentimentos, mais sensações e premunições. Somos intuitivos e donos de nossas escolhas, somos únicos e somos parte de um todo enorme.
E andamos descalços sobre brasas, e insistimos em andar.
Um dia, na oportunidade de se enxergar o que há além da couraça urbana, onde enxergamos pra dentro de nós, percebemos que o mundo é muito além de poluição e céu. Somos nós, energia, sensações, movidos por uma fé - seja que um dia viveremos além disso, ou com a cereteza que um dia morreremos.
Deixa sua consciência, pelo menos. O seu pensamento plantado no coração de alguém. Ou leve o que há de melhor a se aprender nessa escola: Sua luz própria. Ou as duas coisas.
E o meu maior presente: enxergar a mim mesma e tudo o que está ao meu redor, com a ótica de que tudo está em seu lugar no seu devido tempo. É preciso valorizar.