Estou me sentindo no meio de uma espiral. Um tornado de sensações.Um monte de informações, o dinheiro curto, meus sonhos, a intuição sobre um grande futuro onde eu deixo acontecer, uma mãe contida, mas que me proteje e me pede: Pelo amor de Deus se abra e aceite cuidar de sua energia...
Eu vejo a luz associada a santidade e ao mesmo tempo vejo a luz como a pureza indistinta, de tudo misturado, o sangue, o desejo, a carne; o espírito a luz e o caminho. Tudo em harmonia, em entendimento.
A carne pesa e o corpo traduz a culpa que sinto e não admito.
Devo deixar rolar, mas quero o controle. Não tenho a fé em mim, mas desconfio que pode dar certo sim... E me frustro muito. Muito mesmo. Muitas vezes entendo o papel do outro, mas vejo o quanto não há freios e o quanto isso me machuca... Um aprendizado doloroso, onde perco o desejo (que acho um pecado!) e dou lugar a mágoa e ao rancor.
Mas em cima disso, reflito. Quero ler, quero escrever, quero me dar. Mas nem todo mundo me quer. Ah, vai. Ainda vão querer muito. E eu vou sentir uma enorme felicidade. Nada de orgulho ou luxuria, mas só coisa boa. Coisa de alquimista, com química no coração. Eu sei que tenho... Enquanto isso luto arduamente e conscientemente para não me paralisar. Tenho muita vontade não vou parar.
Vou tentando ser vento, ser terra, ser água, ser turbilhão.
Tento varrer coisas de minha vida, tento fixá-las, e vivo nessa ambigüidade paradoxal que nem me leva e nem me traz. Talvez essa seja a paralização que não enxergo que esteja acontecendo claramente nas minhas faltas nas escolhas que tenho que fazer.
Mas quantas possibilidades existem!
Mas quantas possibilidades existem?
E vai, e vem, e fica, e sai e entra de novo.
Quanto fervor e quanta frieza.
E vou seguindo nessa estrada, com um rumo meio sem luz no final do túnel. Sorte minha, que ainda me resta meu halo, minha luz.
Quando reluz, me ilumina e me guia.

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