quarta-feira, 29 de abril de 2009

Qual Lado Escolher

Sem perceber, se ouve uma palavra no tempo. Algo indizível, onde meus olhos se enchem de salgadas lágrimas, pois minha mente associou algo emocionante. Algo profundo e que me retorna a algo muito emocionante.
Mas que percepção absurda é essa? Algo flutuante, algo tão pesado. Quanto paradoxo.
O que mais machuca? O que mais cura? Ninguém me diz ao certo e eu vou tentando encontrar uma boa resposta para isso.
O que mais machuca? O que mais cura? Quanta bipolaridade.
Caminhar com um rótulo desses é bem difícil. Sentir os olhares curiosos do ser multifacetado... Não deveria ser bipolar, mas multipolar. Bonito seria se fosse só o Ying e o Yang, mas é muito além disso, muito além de altos e baixos, e sim algo do tipo, poço de emoções. A última gota, sempre transborda o copo, aliás, faz jorrar, espirrar, explodir o copo em pedacinhos tão pequeninhos que fica bem difícil de juntar os cacos. Cacos mesmo, que cortam, que machucam e que ficam na vontade de entranhar no pé quando se tenta passar por cima...
Mas quando vem o tesão, é quase uma expectativa orgástica, algo tão fixante, tão sedutor, que dá vontade de ficar eternamente naquele momento de sonho e prazer, mas quando vem - e vem que vem, é bom, é gostoso, mas passa... Quanta mudança, quanta instabilidade, e saber ponderar e se cuidar é bastante difícil, mas não é impossível - e o melhor, a vida se torna mais leve. E viva a consciência e o movimento pelo bem estar.
Vou buscando e caminhando, vou lutando e relaxando. Cada dia de cada vez.

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