Sem perceber, se ouve uma palavra no tempo. Algo indizível, onde meus olhos se enchem de salgadas lágrimas, pois minha mente associou algo emocionante. Algo profundo e que me retorna a algo muito emocionante.Mas que percepção absurda é essa? Algo flutuante, algo tão pesado. Quanto paradoxo.
O que mais machuca? O que mais cura? Ninguém me diz ao certo e eu vou tentando encontrar uma boa resposta para isso.
O que mais machuca? O que mais cura? Quanta bipolaridade. Caminhar com um rótulo desses é bem difícil. Sentir os olhares curiosos do ser multifacetado... Não deveria ser bipolar, mas multipolar. Bonito seria se fosse só o Ying e o Yang, mas é muito além disso, muito além de altos e baixos, e sim algo do tipo, poço de emoções. A última gota, sempre transborda o copo, aliás, faz jorrar, espirrar, explodir o copo em pedacinhos tão pequeninhos que fica bem difícil de juntar os cacos. Cacos mesmo, que cortam, que machucam e que ficam na vontade de entranhar no pé quando se tenta passar por cima...
Mas quando vem o tesão, é quase uma expectativa orgástica, algo tão fixante, tão sedutor, que dá vontade de ficar eternamente naquele momento de sonho e prazer, mas quando vem - e vem que vem, é bom, é gostoso, mas passa... Quanta mudança, quanta instabilidade, e saber ponderar e se cuidar é bastante difícil, mas não é impossível - e o melhor, a vida se torna mais leve. E viva a consciência e o movimento pelo bem estar.
Vou buscando e caminhando, vou lutando e relaxando. Cada dia de cada vez.

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